Faça da mochila um casco útil para as costas
As mochilas fazem parte da vida de quem trabalha em vários lugares. É nela que guardamos tudo que vamos usar: computador, gadgets, cabos, livros… Uma coisa que descobri como coworker é ter não só uma mochila leve, mas equilibrada em “conteúdo”. Ou seja: tentei descobrir a real utilidade de tudo que eu levava na minha mala.
A 2a. parte das dicas de coworking tem como inspirações o post do Sérgio Miranda e o post do Augusto Campos. Eles já deram suas impressões de um escritório volante. Agora eu dou as minhas.
Saiba escolher um modelo: No post anterior já falei um pouco sobre modelos de mochila, mas tem mais coisas para falar. A minha é uma Nike Core simples, sem aqueles controles de áudio lindos para serem usados com um iPod (uma pena…). Mas vale o quanto pesa. Paguei R$ 110 no Outlet da Nike em Itupeva, São Paulo. Ela tem boas divisórias e um espaço bacana para guardar tudo, além de um compartimento traseiro para o MP3 Player. Só me incomoda um pouco o efeito “casco de tartaruga” que ela assume quando está bem cheia. Mas isso é pífio perto do custo-benefício.
Ela é boa para viagens curtas de ônibus e metrô, pois as correias são bem resistentes. E com cores discretas, que afastam ladrões. Como a Nike é uma marca mais esportiva, os gatunos não associam que pode haver um notebook lá dentro. Que está bem seguro, graças aos forros alcochoados internos e ao case de neoprene que o envolve.
Importante: procure deixá-la sempre limpa, tanto por fora quanto por dentro. Além de causar boas impressões, aquelas migalhas de biscoito devem estar no lixo, e não na sua mochila.
Um fardo na vida: Com certeza você leva o notebook na mochila (ou bolsa, no caso das mulheres). Seu notebook é dos modelos convencionais? Então já deve causar um certo peso pra carregar. O impacto não é grande se você usa carro. Mas se depende de transporte público, uma mochila pesada nas costas vai te incomodar muito. Pode ser a hora de investir em um netbook, modelo mais leve. Por ele ter menos recursos é bom pesar o que você precisa: uma máquina pesada e com bom desempenho (ideal para fotógrafos e videomakers) ou uma mais leve e de desempenho médio (para acessar a internet e editar alguns documentos)?
Lembre-se daquele ensinamento da infância antes de você ir para a escola. Muito peso nas costas pode causar sequelas graves de postura. O correto, segundo especialistas, é que carreguemos apenas 10% do nosso peso nas costas. Como a gente sabe que isso é difícil de seguir, procure não passear muito com uma mochila pesada. No começo você não sente, mas depois de um tempo você está mais cansado do que o costume.
Arme-se com as armas corretas: pra não ficar desprevinido muita gente carrega a vida na mochila. Notebook, câmera fotográfica, caderno, cabos, pen drive, revistas, livros… E dá-lhe peso nas costas e mochila abarrotada. Uma mochila cheia de compartimentos não quer dizer que você precisa enchê-los.
Hoje já existem muitos gadgets que executam várias funções: tiram fotos, filmam, editam arquivos do Office, etc. Por isso escolha equipamentos de acordo com seu perfil. Se você é jornalista, por exemplo, não precisa carregar aquela Canon SRL pra todo lugar. Até um smartphone com uma boa câmera resolve. O segredo é esse: carregue o que você realmente precisa e que vai realmente usar.
Na minha mochila eu carrego:
- o notebook
- cabo USB de sincronização
- fonte do notebook
- carregador do smartphone
- caderninho
- 2 canetas
- mouse sem fio
- fone de ouvido e bolsa para guardá-lo
- adaptador SD para o cartão de memória do smartphone
- pen drive de 4 GB
- flanela para limpar gadgets (dica do Danilo)
- guarda-chuva (nunca se sabe…)
Para mim isso basta pois trabalho essencialmente com documentos do office. Se eu fosse fotógrafo já seria diferente, talvez teria um HD externo portátil para carregar as fotos. E eu prefiro não levar livros, apenas se eu realmente precisar ler para trabalho. Em viagens longas ou metrô prefiro revistas e jornais.
O fone de ouvido é para trabalhar em lugares públicos sem interferências. Eu só tenho o cuidado de não deixar o som muito alto porque o mundo ao redor some e isso é perigoso. Ah, eu não levo MP3 Player porque o smartphone já me resolve esse problema. Falarei de smartphones em um próximo post.
Outra dica: com o guarda-chuva, deixe também uma sacolinha de plástico (dessas de supermercado) junto. Se você chegar a usar o guarda-chuva, pode guardá-lo na mala, dentro da sacolinha. Assim você desocupa as mãos enquanto anda e não inunda os gadgets.
Opcionais: em alguns casos, vale levar também um filtro de linha extra, caso precise ligar outro equipamento junto com o notebook. Ou uma bateria extra, caso o uso do notebook fora da tomada seja intenso.
Organize-se: mochilas com divisórias internas ajudam bastante a organizar o conteúdo. Dê a César o que é de César: a divisória de notebook é para notebook, a divisória de canetas é para canetas e assim em diante. Se a sua não tiver essas divisórias, dá pra resolver com cases de neoprene, sacolas ou até mesmo estojos velhos de óculos pra guardar os cabos e gadgets menores.
O importante é não misturar tudo e depois, na hora de tirar os cabos da mochila, não fazer feio com o emaranhado que fica. Spaghetti de fios ninguém merece.
Uma outra coisa que parece uma frescura mas ajuda um bocado são os cabos que têm correias de velcro para enrolar os fios. Evita que os cabos fiquem emaranhados na mochila. Alô, fabricantes! Isso devia vir de fábrica em todos os cabos! Só vi isso numa fonte que comprei e no carregador do meu celular. Não sei se tem para comprar avulso (dicas, alguém?).
É isso, por enquanto. No próximo post, falarei sobre smartphone e a minha opção de aparelho. Onde, aliás, escrevi 70% deste post. =D
Category: Fora de casa
Escrito por Anderson Costa
Jornalista, 30 anos, trabalha com um netbook e smartphone onde for, além de fones de ouvido extra-reforçados.Me siga no Twitter | Mande um e-mail











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