Teleconferência em HD? Tem, e já oferecem no Brasil

A foto acima, se você notou, é uma reunião em esquema de teleconferência. Nem dá pra notar diferença, mas as pessoas olhando para a frente estão em telões de LED de Plasma com resolução 1080p e sinal de áudio HD, em sinal transferido com alta latência de banda larga. É uma solução de teleconferência em HD. For real. E pode ter até 96 pessoas em uma única reunião!
Esse tipo de tecnologia é conhecia como telepresença e é oferecida pela Cisco para grandes empresas. A ideia seria quebrar a diferença entre encontros reais e virtuais e oferecer, com uma certa impressão de realismo, os benefícios de videoconferência que já conhecemos: melhorar colaboração, diminuir custos de viagem, etc. O legal é que o sinal HD pode ser transmitido até para dispositivos que suportem, como desktops (que tenham uma câmera HD, claro). É um padrão mega master plus de videoconferência. Por isso, “presença”, e não “conferência”.
Vocês já devem até ter visto isso na TV. Quem assistia a série 24 Horas, lembra do presidente Palmer em uma dessas reuniões com telas HD. Era a telepresença.
No Brasil, quem oferece o serviço é a Dimension Data, que fornece não só o hardware necessário, mas também analisa o local escolhido e o adapta quando possível – desde o tamanho da sala e acústica, cor da parede até carpete e luzes – e provê, com parceiros, tudo que for necessário, como a rede. Segundo representantes da empresa, 10 projetos de telepresença já estão em andamento no Brasil, e o primeiro foi realizado na Procter & Gamble. Para 2011, projetam um aumento de 50% nas demandas de telepresença no Brasil.
[UPDATE: Lembrou bem o Ivan: O serviço também é oferecido no Brasil pela Polycom, em um formato bem parecido. ]
Ambicioso? Tem tanta demanda assim pra vermos nossos chefes e clientes em HD? Talvez, mas entrando mais nos detalhes, a empresa implantou 60% mais projetos de telepresença de 2009 para 2010. “E talvez vejamos mais telepresença nos desktops, em thin clients (PCs compactos). O usuário vai ter cada vez mais poder nessa área”, prevê Alexandre Martinez, diretor de serviços da Dimension Data. Mas peraí: isso já não concorreria com o Skype, que é uma solução gratuita de teleconferência muito adotada por empresas? “As empresas não entram mais tanto no detalhe de qual a tecnologia envolvida, e sim do que ela proporciona e qual a aplicação”. Raul Goto, diretor comercial, reitera: “A telepresença só pela comunicação já passou. Usa-se agora em reuniões ponto-a-ponto, negociações entre empresas diferentes. É mais agilidade até para transações comerciais”.
Atualmente, uma sala de telepresença, segundo a Dimension Data, demora de 2 a 3 semanas para ficar pronto, e o custo pode variar de US$ 50 mil a 300 mil, apenas para a compra dos equipamentos. É, ainda não está acessível para pobres mortais e pequenas e médias empresas. Mas com a redução de custos, pode ser que participemos de uma reunião em HD logo. Segundo a Frost & Sullivan, o mercado de telepresença deve movimentar US$ 4,7 bilhões mundialmente, em 2014. Who knows.
Category: Ambientes
Escrito por Anderson Costa
Jornalista, 30 anos, trabalha com um netbook e smartphone onde for, além de fones de ouvido extra-reforçados.Me siga no Twitter | Mande um e-mail
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