Pesquisa mundial sobre coworking, parte 2: o perfil do coworker

Antes de seguir aqui, veja se você já viu os primeiros dados da pesquisa mundial sobre coworking, que falam sobre infraestrutura, layout e acesso.
Agora vamos à segunda parte dos dados, que focam no perfil de quem é mais importante para o coworking acontecer: o coworker. Quem é esse cara? O que faz? Do que gosta? Como vêem o coworking?
Pra começar, uma estatística legal: metade de todos os pesquisados confessaram ter começado com o coworking entre os últimos 11 meses. Quando combinamos isso com a pesquisa da Deskwanted que mostra que em 2010 os espaços de coworking saltaram de 350 para 650, a conclusão é que com isso o número de coworkers dobrou neste último ano. Não há como confirmar isso de maneira exata, até pela rotatividade do coworker, mas bate bem com a visão de que temos em comum: o coworking cresceu bastante e essa onda de crescimento permanece intacta.
Mais homens, freelancers e comunicadores

A maioria dos coworkers está na faixa dos 20-30 anos.com uma média de idade de 34. Dois terços são homens, um terço é mulher. Uma estatística bem parecida com os dados de empresas e pequenos negócios na Europa e nos Estados Unidos. Mais da metade desse povo são freelancers (54%) e 20% são empreendedores que empregam outras pessoas. De maneira similar, um em cinco pesquisados trabalham com emprego fixo, a maioria deles em empresas pequenas com menos de 5 funcionários. E quatro entre cinco pesquisados começaram sua carreira na faculdade. Aliás, 74% possui curso superior.
A maioria dos coworkers agora trabalham no campo das novas mídias e áreas de criatividade e comunicação. Entre eles há muitos desenvolvedores e programadores web, entretanto as áreas de especialização são bem mescladas e muitos deles são especialistas em mais de uma área. Vale mencionar que também há jornalistas, arquitetos e artistas entre os coworkers.

Ao ir a um espaço de coworking, muitos revelaram que fazer novos contatos teve um efeito positivo na busca por novos negócios/trabalhos. 43% disseram ter encontrado de uma a três oportunidades, enquanto mais 43% diz ter encontrado entre quatro ou mais. A maioria usa o espaço para tocar pequenos projetos, em termos de tempo – 2/3 de todos os projetos não passam de um mês.
Tão perto, tão longe
Três quartos dos coworkers trabalham perto de onde moram. 50% vive num raio de 4,8 km, e outro quarto vive de 5 a 9,5 km. Metade dos pesquisados vive em cidades com mais de um milhão de habitantes. Outro 1/3 vive em cidades entre 100 mil e 1 milhão de habitantes. Dá pra sentir que vem por aí um boom de espaços de coworking em áreas interioranas e até rurais.

Pelo menos um entre três coworkers viaja frequentemente para outras cidades, e quase metade deles visita mais de 3 ou 4 cidades por ano. Adoram o conceito do Coworking Visa. Menos de 60% de todos pesquisados consideram-se leais ao seu espaço atual. Um em cinco deles trabalhou pelo menos uma vez em outro espaço, e um entre quatro já visitaram três ou mais espaços.
Show me the money
Um quarto dos coworkers pesquisados indicaram que ganham mais do que a média. 50% consideram-se nessa média, e menos de um entre cinco consideram-se abaixo dela. Os mais bem pagos são programadores web e especialistas em TI, assim como os profissionais de assessoria. No meio da média de pagamento estão os designers gráficos, assessores de imprensa, arquitetos, jornalistas e outras atividades não-comerciais. E, infelizmente, artistas são os que ganham abaixo do esperado.
Essa média de ganho aumenta com a idade: os mais jovens costumam ganhar menos. Empreendedores que empregam pessoas ganham mais, enquanto empregados de empresas menores são remunerados abaixo da média. Freelancers estão na média.
Esta pesquisa é de abrangência mundial e atingiu 650 respostas em 25 países. Dados somente do Brasil serão divulgados em breve.
Category: Coworking
Escrito por Anderson Costa
Jornalista, 30 anos, trabalha com um netbook e smartphone onde for, além de fones de ouvido extra-reforçados.Me siga no Twitter | Mande um e-mail









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