Jelly, o coworking feito em casa (ou em qualquer lugar)
Desde 2005 existem espaços de coworking no mundo. Por mais que sejam uma facilidade ótima, os custos nem sempre podem ser absorvidos por profissionais freelancers ou mesmo quem está começando agora a empreender. Do outro lado, quem trabalha em home office sente falta do contato humano, do convívio com outras pessoas. Pois bem, com essas mesmas angústias os colegas de quarto Amit Gupta e Luke Crawford resolveram convidar amigos para trabalhar na casa deles por uma semana em 2006. Pra socializar mesmo.
Logo o encontro começou a ficar regular, com pessoas diferentes toda semana. Nascia aí o Jelly, uma espécie de “coworking caseiro”, mais casual. O nome vem de “jelly beans” (as populares jujubas), que Amit e Luke degustavam enquanto planejavam isso.
No vídeo abaixo, Amit filma uma de suas semanas de Jelly e apresenta os coworkers.
É bem isso mesmo. Você chega, pega seu laptop, arranja um lugar e começa a trabalhar. A ideia é que por ser um canto mais informal, o Jelly seja um “home office coletivo”, onde você possa ter contato com outras pessoas enquanto faz o que precisa fazer. Você abre a casa para amigos ou desconhecidos e precisa de uma estrutura mínima, como Wi-Fi, cadeiras e hospitalidade em seu coração. Ah, e café, porque ninguém é de ferro =)
O engraçado é que o Jelly remete ao conceito original do coworking, mas deixa o negócio de lado e coloca o networking em primeiro lugar. O que pode ser muito interessante para pequenas redes de trabalhadores móveis, como falei acima. Atende um público mais informal, que busca uma aproximação maior entre seus parceiros (alguns espaços de coworking têm dificuldade em promover isso) e redução de custos.
Qualquer um pode organizar seu próprio Jelly, em qualquer lugar. Acho que até já existem Jellys informalmente por aí. A diferença deste movimento está na organização. Existe um Wiki onde você pode listar seu espaço e deixá-lo público para que outros coworkers o procurem. Tem de tudo, desde apartamentos, cafeterias até espaços de coworking (uia), como o Pax, no Japão.
Nos EUA muitas startups começaram em semanas de Jelly. A rede está em sintonia tão forte que já rolam palestras dentro desses espaços chamadas de Jelly Talks, que são transmitidas para outros pontos de Jelly que interagem entre si.
Ainda não existem Jellys organizados no Brasil – pelo menos não há nenhum listado. E aí, quem será o primeiro?
Category: Coworking
Escrito por Anderson Costa
Jornalista, 30 anos, trabalha com um netbook e smartphone onde for, além de fones de ouvido extra-reforçados.Me siga no Twitter | Mande um e-mail




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