Em breve o aeroporto vai te localizar via smartphone
Uma nova tecnologia de segurança em aeroportos promete polêmica. A empresa suíça SITA testa uma tecnologia que permite que funcionários da segurança de um aeroporto possam rastrear os movimentos de todos os passageiros que portarem um dispositivo Wi-Fi, como smartphones, notebooks e afins.
A tecnologia será testada primeiramente no aeroporto de Copenhagem, na Dinamarca. E então a segurança do aeroporto terá um desenho real do fluxo de passageiros. Quanto tempo passam em lojas, bancas de jornal, restaurantes e guichês de embarque. E aí está o pulo do gato da SITA: a oferta do sistema está atrelada a um aplicativo oferecido aos clientes do aeroporto, que através do sinal de Wi-Fi triangulado poderia oferecer a ele avisos no local certo onde está. Desde uma chamada sobre o horário de seu vôo quando está no guichê, até ofertas específicas ao entrar em um restaurante.
Os funcionários da segurança estão bem esperançosos que o software ajude-os a compreender melhor o fluxo de passageiros que entram e saem do aeroporto. Não só o tráfego, mas o projeto do aeroporto e os tempos de espera nos postos de segurança podem ser muito melhorados, segundo a empresa, que planeja levar a tecnologia para outros aeroportos ao redor do mundo.
Apesar de concordar que isso despertaria debates como o direito de privacidade dos passageiros, eu sou a favor de melhorias nos esquemas de segurança dos aeroportos o mais rápido possível. Especialmente tomando o Brasil como exemplo, que em menos de 3 anos hospedará uma Copa do Mundo. Claro que não é bem essa a intenção da SITA. Dados de passageiros misturados com trackeamento de locais são um prato cheio para empresas ofertarem o que quiserem. E dá-lhe spam geolocalizado no seu smartphone.
Mas leve em conta os seguintes dados: 2.5 bilhões de passageiros passaram por aeroportos em 2009, e só na América do Norte gastaram uma média de US$ 7,65 antes mesmo de levantar vôo, o que justifica comercialmente esse sistema. Porém, segundo a própria SITA, apenas 20% desses passageiros portaria um dispositivo com Wi-Fi. E por ainda ser um teste terá o feedback dos mais interessados no novo sistema: os passageiros.
Ou seja, a polêmica de um “Big Brother Aeroportos” já começou, mas pode demorar a levantar um vôo mais alto.
[via Business Insider e NY Times]
Category: Fora de casa
Escrito por Anderson Costa
Jornalista, 30 anos, trabalha com um netbook e smartphone onde for, além de fones de ouvido extra-reforçados.Me siga no Twitter | Mande um e-mail
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Guilherme R Basilio









